Revéillon em Orlando

Primeiro post em colaboração com Alessandro Dantas, amigo de longa data, que a meu pedido, escreveu esse texto contando um pouco da sua experiência em viagens!

Após um ano atípico, passei a virada de 2017 operado do joelho, com todos presos em Linhares (ES) por conta disto, resolvi fazer algo diferente na virada de 2018! Passar o réveillon num parque da Disney!
De cara a minha esposa me lembrou que não sou exatamente um cara paciente em relação a filas e que não gosto de multidões!! E, lembrou que este é o período mais caro para se viajar!!!
Tudo verdade, as mulheres sabem de tudo!!!! Mesmo assim encarei, queria compensa-los, afinal, ninguém reclamou de ficar em Linhares no natal e réveillon!
Enfim, viajamos no dia 20/12 e ficamos alguns dias numa cidade da Florida chamada Hollywood, num hotel à beira mar chamado Hilton Diplomat, que eu super recomendo! Local muito charmoso, entre Miami e Fort Lauderdalle com clima de cidadezinha, muitos parques e restaurantes! Até aí, tudo maravilhoso!

Fomos para Orlando no dia 23/12 e, de cara, pegamos um grande engarrafamento ao cruzar a cidade. Passamos o dia 24/12 em Winter Park, uma cidadezinha próxima de Orlando, muito bonita, com excelentes restaurantes e uma loja enorme da REI (https://www.rei.com/) uma das mais tradicionais lojas de produtos para esportes de aventura, você pode comprar pela internet e mandar entregar na loja, evitando problemas com estoque e a perda de tempo procurando itens específicos!
No dia de Natal almoçamos no Hotel Gaylord, que parece aqueles grandes hotéis de Las Vegas, quase um parque temático. O almoço foi bom, um self-service, all you can eat, de qualidade razoável, mas com muitas opções de prato é bom atendimento.

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Depois do almoço fomos passear no Disney Springs, antigo Disney Dowtown que estava absurdamente cheio. Parecia que eu estava próximo ao palco do Rock in Rio e um tremendo engarrafamento para estacionar!!!
No dia 27 fomos ao Universal Studios, chegamos por volta das 9h e saímos por volta das 17h e conseguimos ir em apenas 4 atrações! Filas com duração média de 90 min. Você tem a opção de comprar o Fast Pass, que permite que você entre por uma fila exclusiva e muito mais rápida, porem paga-se praticamente o dobro pelo ingresso e ter disponibilidade, pois a emissão destes passes e restrita. Recomendo para quem for em períodos de alta temporada fazer o fast pass e comprar menos dias de parque, fazendo mais atrações num mesmo dia.

Dia 28 fizemos um passeio a cidade de Saint Petesburg, próximo a tampa. Cidade Fantástica, linda, cheia de museus e parques, com a única unidade do Museu Salvador Dali fora da Europa. Ótimos restaurantes e um clima agradabilíssimo, sem a muvuca de Orlando.

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Dia 29 fomos às compras e no dia 30 optamos por fazer compras pela manhã e chegar ao Island of Adventure as 17h. Ficamos até o fechamento do parque, 22h e conseguimos ir a 4 atrações, e aproveitamos melhor o shopping que estava vazio na hora da abertura!
No dia 31, fomos aconselhados a chegar cedo ao parque, pois eles lotam e fecham cedo. Realmente já tinha muito trânsito, principalmente para o Magic Kingdom, que, soubemos depois, fechou a entrada por volta das 11h. Pensei que fôssemos ter problemas pela longa permanência no parque, mas foi super tranquilo. Fomos a vários brinquedos, pois conseguimos o Fast Pass (gratuito na Disney) e almoçamos num restaurante na área italiana. Durante a noite tocava música eletrônica, batidão mesmo, cada área tinha um palco próprio, as mais animadas eram a da China Eva da Itália, com menção honrosa para a Inglaterra aonde teve apresentação de grupos que tocavam rock inglês, the best!!
No dia primeiro estava chovido e frio, aproveitamos para tentar fechar a lista de compras, pois voltaríamos a Miami no dia 2/1. Ficamos num hotel próximo ao aeroporto de Miami, o Hilton Miami Airport, que eu recomendo pela praticidade.
Enfim, adorei o passeio e gostaria de fazer algumas considerações sobre viajar para Orlando neste período.
Não recomendo se o objetivo for fazer compras, só tem xepa, as lojas ficam lotadas e os vendedores mal humorados.
Parques lotadíssimos, porem o réveillon é muito legal, vale muito o esforço (uma vez). Tudo fica mais caro ainda (hospedagem, ingressos para os parques, alimentação). Programe passeios fora de Orlando, tem muitas cidadezinhas legais no entorno de Orlando.

Conheça aqui no blog a Série USA

 

Booking.com

Tive meu voo cancelado 2 vezes (ou mais)

Em março de 2016 liguei para a American Airlines e consegui comprar com milhas a minha passagem, pagando somente a taxa de embarque, achei aquilo o máximo, finalmente anos acumulando tinham valido à pena[1], marquei meu voo para Nova Iorque para 3 de janeiro de 2017, com volta de San Francisco no dia 23 do mesmo mês.

Tudo certo, tudo certo e os meses foram passando e a viagem chegando, quando recebo um e-mail da American Airlines pedindo que eu entrasse em contato para falar sobre mudanças na minha viagem.

Liguei imediatamente para saber o que era e recebi a notícia que meu voo direto para Nova Iorque no dia 3 de janeiro tinha sido cancelado[2], fiquei arrasado, mas eles disseram que poderiam me colocar em voo da American Airlines no mesmo dia, só que seria com escala em Miami e eu chegaria as 10h da manhã ao invés de 5h40 como estava previsto no voo anterior, fiquei chateado, pois já tinha pago um transfer para mim e minha família, por que todos chegariam na mesma hora, apesar de estarmos em voos diferentes com companhias aéreas diferentes também. Quando recebi o e-mail com a confirmação do novo voo, a minha reserva tinha sido feita para o dia 4 de janeiro… liguei de volta imediatamente para acertar a data e consegui o mesmo voo com escala em Miami para o dia 3, tudo certo, tudo certo… só que não, a atendente me disse que se eu quisesse poderia antecipar a data do voo, se tivesse vaga com o valor das milhas que eu tinha pago anteriormente. Fiquei dias tentando e nunca conseguia uma vaga com o mesmo valor, mas como cada um dos atendentes falava uma coisa diferente, juntei as informações e consegui, pagando $180,00 uma vaga em um voo direto para Nova Iorque no dia 31 de dezembro ótimo, cadeira mais larga e na janela, iria passar o réveillon voando, tudo bem, não ligo mesmo para essas coisas, tudo certo, tudo certo… só que não. No dia do meu embarque, recebo um telefonema da American Airlines dizendo que o meu voo do dia 31 tinha sido cancelado, mas que eu estava em um voo da Latam para Miami que iria chegar em Newark, ok, me preparei para sair desse aeroporto.

Chegando ao Galeão, eu estava com uma sensação ruim e a confusão já estava armada, minha reserva não estava no totem da American Airlines nem da Latam, tive que esperar horas até eles fazerem a fila para o voo de Nova Iorque e mais horas para ser atendido, demorou tanto a resolver que quando cheguei no balcão da Latam depois de passar pelo da American Airlines, o voo da mesma estava lotado e eu não poderia mais embarcar, voltei arrasado para o balcão da American Airlines já sem esperanças de voar naquele dia, o atendente surpreendentemente muito calmo disse que ele poderia me colocar no voo direto para Nova Iorque do dia 01 de janeiro saindo de São Paulo[3], me colocaria também em um voo doméstico saindo do Rio as 5h30 da manhã e eu teria que esperar o dia todo em Guarulhos ou chegar as 22h30 para pegar o voo as 23h45. Recusei as duas possibilidades, não iria ficar o dia inteiro no aeroporto e nem arriscaria chegar tão em cima de perder novamente o voo do dia 01. Falei que iria por Congonhas, ele disse que não poderia pagar o translado de um aeroporto para o outro, eu disse que faria isso por minha conta, e assim o fiz.

Voltei para casa feliz por um lado, pois iria passar o réveillon em casa com minha esposa e amigos e por outro lado triste por que não consegui embarcar e nem iria encontrar com minha filha Fernanda que já estava em Nova Iorque desde o dia 27. Nessa confusão eu já tinha reservado um hotel para mim e para ela, e a reserva começava dia 01, claro que não recebi nenhum reembolso do hotel, tive que manter a reserva pagando aquele dia sem ter me hospedado no hotel.

No dia 01 fui para o Santo Dumont para o voo doméstico até Congonhas, de lá peguei um taxi até Guarulhos, a viagem levou 30 minutos, paguei do meu bolso a corrida que não foi barata, o motorista me deixou bem no terminal da American Airlines, rapidamente fiz o check-in no totem e entrei na fila para deixar as malas. Tudo certo dessa vez, ufa!

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Como estava de primeira classe, tive direito a sala vip. Depois de algumas horas lá, encontrei um casal de namorados que estavam no mesmo voo cancelado que eu, eles me contaram que a atriz Danielle Winits estava no mesmo voo de ontem e que fez uma confusão junto com os outros passageiros. Acabou que aquele voo decolou assim mesmo e como ironia do destino, teve que parar em Manaus por causa de problemas médicos de algum passageiro e só chegou em Nova Iorque no dia 02.

Como eu nunca tinha viajado de primeira classe, quando entrei no avião,  parecia uma criança com brinquedo novo, tantos botões e opções que fiquei “brincando” um tempão, mas eu estava tão cansado de tanto estresse que nem quis jantar, diga-se de passagem que o jantar era camarão que eu adoro. Dormi muito, até quase pousar. Ok, cheguei em Nova Iorque!

[1] Eu tenho outros cartões com planos de milhagem dos quais já tirei passagem para a Europa e passagens pelo Brasil.

[2] Eu estava no voo da Latam, parceira da AA.

[3] De primeira classe.

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