Grande Arche de La Défense

Quando pensamos em Paris, as primeiras imagens que surgem na nossa cabeça são as da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo, este último fica no final da famosa Avenida dos Champs Elysées.

Mas Paris é muito mais do que esses dois monumentos, claro, não preciso falar da quantidade enorme de museus, de igrejas e de sua arquitetura única.

Poucas pessoas sabem que Paris possui outros Arcos importantes e lindos. Poucas pessoas falam ou conhecem, ou mesmo já visitaram um dos Arcos famosos da cidade, o Arco de La Defénse.

Grande Arco de La Défense é um monumento situado no bairro de La Défense, na periferia oeste de Paris, na comuna de Puteaux (Hauts-de-Seine).

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O arco recebeu este nome por estar situado no moderno bairro (assim chamado em memória à resistência oposta pelos franceses às tropas prussianas na guerra franco-prussiana). O Arco é de fácil acesso, você pode pegar a linha 1 do metrô em direção de La Defénse.

Grande Arche de la Défense é um cubo oco de 112 metros de altura coberto de mármore branco e aberto no centro, apoiado por 12 pilares de 30 metros cada.

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O Arco fica perto de vários shoppings e de lá podemos ver também o Arco do Triunfo e a Avenida dos Champs Elysées.

Construído em 1989 por volta do bicentenário da Revolução Francesa, sendo o segundo projeto do arquiteto dinamarquês Otto von Spreckelsen, simboliza uma janela aberta ao mundo.

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Mont Saint Michel

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O Mont Saint Michel é uma joia que fica na região da Normandia na França, ou será que fica na Bretanha? Houve uma disputa entre as 2 regiões da França pra saber quem ficaria com ele. Fica numa região meio limítrofe entre Bretanha e Normandia. Hoje em dia não restam dúvidas, fica na Normandia.

A abadia do monte Saint-Michel começou a ser construída em 708, quando Aubert, bispo de Avranches, mandou construir no monte Tombe um santuário em honra a São Miguel Arcanjo (Saint-Michel). No século X os monges beneditinos instalaram-se na abadia e uma pequena vila foi-se formando aos seus pés. Após a dissolução das ordens religiosas ditadas pela Revolução Francesa de 1789 até 1863 o Monte foi utilizado como prisão. Foi declarado monumento histórico em 1987, e desde 1979 está lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Eu fiz bate e volta de Paris para conhecer o Mont Saint Michel, peguei uma excursão. Ao todo foram 14 horas de viagem, incluindo ida e volta.

Foi uma visão impressionante quando o ônibus começou a se aproximar e de longe apareceu sozinho no descampado, com toda sua imponência, o famoso Monte com sua abadia bem no topo da ilha.

A sensação é de estar voltando no tempo, as ruelas medievais e o portão de ferro te transportam para outro tempo, claro que é preciso esquecer a enorme quantidade de turistas na sua frente, rs.

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Nenhum carro hoje chega perto da entrada da ilha, foi preciso pegar um “trenzinho” que te leva até e entrada, o resto você faz a pé mesmo. Durante a Revolução Francesa, todo o mobiliário foi destruído, hoje temos semente às paredes que contam longas histórias.

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O claustro do Mosteiro.

Uma visão das ruelas da cidadela.

O interessante é passar uma noite em uma das muitas pousadas dentro da cidadela, ver o pôr-do-sol dentro da ilha é deslumbrante. Se perca nas ruas, entre nas lojinhas e aproveite bastante essa maravilha francesa.

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Turismo na França: 5 cidades que você nunca ouviu falar e que vale a pena a visita.

Quem não sonha em conhecer Paris ou a França? Muitas vezes os turistas se limitam a conhecer somente a famosa capital francesa e no máximo chegar até o Palácio de Versailles. Isso acontece por diversos motivos: a falta do domínio do idioma; medo de se arriscar e também porque os pacotes das agências de turismo só oferecem esse circuito. Mas a França é muito mais que Paris. Apesar de ser uma cidade maravilhosa e que vale muito ser visitada inúmeras vezes, devo dizer que existem outras cidades que também são maravilhosas e que você nunca ouviu falar.

1 – Aix-Les-Bains

É a segunda cidade balneária da França, situando-se nas margens do lago do Bourget. A maior marina de água doce do país está localizada nesta cidade. Está a uma hora e meia de trem de Lyon na região de Rhône-Alpes. Apesar de ter uma arquitetura moderna, Aix-Les-Bains tem muitos vestígios romanos: o Arc de Campanus, construído pelos Romanos no século I da era cristã e as Thermes Nationaux, que no seu subsolo ainda se podem ver restos das termas romanas originais de mais de 2000 anos. Além do lago Bourget.

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2 – Bourg-en-Bresse

Também se localiza na região de Rhône-Alpes a uma hora e meia de trem de Lyon. Bourg-en-Bresse é uma cidade conhecida: pelas edificações com madeirames à vista; pela Abadia de Brou que guarda o túmulo de Margarida da Áustria; pela porta dos Jacobinos, entrada do convento dos Jacobinos de Bourg fundado em 1414 pelo Duque de Savoia e por sua Catedral de Notre Dame.

3 – Chambéry

Antiga capital da Savóia, essa cidade tem um jeito italiano. Seu monumento mais badalado é a extravagante Fontaine des Eléphantes, na Rue de Boigne. Outro ponto imperdível é o Castelo dos Duques de Savoia, construído no século XIV, sendo hoje a sede da prefeitura. E não percam as ruas medievais da cidade!

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4 – Obernai

Cidade pequena da região da Alsácia, a meia hora de trem de sua capital, Strasbourg. Obernai parece um cenário de filme, de tão perfeita. Seus principais pontos são a Èglise de St-Pierre-et-Paul, que é um monumento histórico construído entre 1865 e 1870 em estilo neo-gótico e as casas com madeirames expostos, mostrando uma forte influência germânica em sua arquitetura.

5 – Saverne

A pequena cidade fica a meia hora de Strasbourg na Alsácia em direção a Nancy que é uma cidade situada na região da Lorena. Saverne tem os seus pontos altos no Château de Rohan, residência de verão dos príncipes, que hoje é a sede do Musée du Château des Rohan. Suas coleções relembram o passado da cidade. Outra atração imperdível é a igreja dedicada à Natividade de Nossa Senhora, principal igreja de Saverne. Este edifício combina o estilo majestoso românico, caracterizado em particular por uma torre-pórtico que data do século XII, e do estilo gótico, com uma nave do século XV.

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Provence em 3 dias by Leandro Aldebaran

Cheguei em Marseille de TGV vindo de Lyon. Optei por ficar nessa cidade pois me parecia bem central e de lá poderia fazer pequenas viagens para as cidades no seu entorno, algo que me arrependi. Marseille é uma cidade grande, sendo a segunda maior cidade em população depois de Paris (antes era Lyon). É uma cidade que relata altos índices de violência e com regiões onde seus moradores dizem “que ali ou lá seria perigoso ir”. E, como sou bastante medroso, mesmo na Europa, risquei essas áreas da minha lista de possíveis visitas. Também é a cidade menos francesa da França, então deixei Marseille para o fim, pois tinha grande interesse e ansiedade em conhecer Avignon, que fica à 1h10 de trem com tarifas que giram em torno de 20 euros. Famosa cidade histórica perto de Marseille conhecida pelo Palais de Papes, uma das maiores e mais importantes construções góticas da Idade Média na Europa. Ao mesmo tempo fortaleza e palácio, a residência pontifícia foi, durante o século XIV, a sede da cristandade do Ocidente. Avignon tornou-se a residência dos Papas em 1309, quando o Papa Clemente V, não querendo voltar a Roma depois do caos da sua eleição, mudou a Corte Papal para Avignon. Nesse palácio realizaram-se seis conclaves, dos quais resultaram as eleições dos Papas Bento XII, em 1335; Clemente VI, em 1342; Inocêncio VI, em 1352; Urbano V, em 1362; Gregório XI, em 1370; e do Antipapa Bento XIII, em 1394. Praticamente só as paredes sobreviveram até os dias de hoje e todo o mobiliário foi perdido, mas vale muito a visita, e você pode comprar um ingresso combo que dá direito também a visitar a Pont D´Avignon ou a Ponte de Avignon que fica sobre o rio Ródano que, com o sol refletindo sobre suas águas, temos um visual inesquecível. Avignon é uma pequena cidade que ainda preserva as muralhas que a protegiam de ataques, inclusive algumas torres ainda estão de pé. É muito fácil se locomover por ela; saindo da estação de trem é só seguir pela rua principal que se chega rapidamente ao Palais de Papes e algumas poucas horas são suficientes para essa visita.

No dia seguinte, decidi conhecer duas outras cidades, Arles e Nîmes (a segunda fica na região de Langue-d´oc).  De Marseille para Arles levei 50 minutos de trem que custa 15 euros só a ida e a cidade não fica em frente da estação de trem como em Avignon, sendo preciso virar para a esquerda e caminhar um pouco para chegar nas suas portas. Sua muralha está bem mais destruída que as de Avignon, mas alguma coisa ainda está lá. Apesar de ser a cidade na qual Van Gogh morou e pintou quadros, pouca coisa do pintor se encontra lá ainda. O que mais me marcou em Arles foi a Arena romana, datada da época de Augusto construída em 90 d.C. Durante a ocupação árabe, foi transformada em fortaleza, muito bem conservada, aberta para visita por 7 euros. As touradas ainda acontecem nessa arena no verão e em Arles existem os restos de um teatro, também romano, que preserva algumas coisas, principalmente a arquibancada. Achei Arles uma cidade complicada de se locomover mesmo a pé, não sendo muito intuitiva e não tem muitas indicações oficiais, o que faz o turista precisar perguntar diversas vezes por direções e pontos turísticos. Voltando para a estação de trem com intenção de seguir para Nîmes, descobri que a maneira mais fácil seria de ônibus (Navette), transporte oferecido pela SNCF (empresa de trem francesa). A viagem leva 35 minutos a um custo de 8 euros. Como se localiza em outra região, o sotaque dos franceses de lá é um pouco diferente e, como eles mesmos se denominam, “Nîmes, une ville avec accent” que podemos traduzir, uma cidade com sotaque. Como Avignon, a cidade se encontra em frente à estação de trem. É deslumbrante e parece ter luz própria. Nîmes também tem uma Arena romana muito bem conservada inspirada no Anfiteatro de Flávio em Roma (Coliseu). Com diversos vestígios romanos, tem também “Le Pont du Gard” aqueduto com 50 quilômetros construído no século I com o objetivo de levar água para cidade. Com um astral bom e festivo, com muitos museus destacando a Maison Carrée, um templo romano construído entre os séc. II e III d.C. que está muito bem conservado. Formado por 30 colunas coríntias e um friso esculpido, hoje é um museu. Do outro lado da avenida principal, fica o belíssimo Jardim de la Fontaine, construído no séc. XVIII onde antes ficavam os banhos romanos assim como o templo de Diana (ainda lá) e um teatro. Os jardins ainda apresentam vestígios dessa época destacando-se a Tour Magne, uma torre octagonal que era parte dos muros romanos. Quando eu estava saindo do Jardim de la Fontaine, comecei a ouvir uma melodia conhecida, uma bransle, dança renascentista de roda de origem francesa. Quando me aproximei, vi um senhor tocando uma viele de roda ou viele à roue em francês, instrumento medieval que se desenvolveu até o barroco. Como sou músico, parei para trocar umas ideias com ele. Para voltar de Nîmes para Marseille, tive que pegar um trem para Avignon e trocar para outro trem direção Marseille. No terceiro dia, que seria meu último dia na Provence, decidi, antes de explorar Marseille, conhecer Aix-en-Provence, que fica a 30 minutos de trem de Marseille e é conhecida por sua enorme quantidade de fontes. Realmente existem muitas, mas poucas são bonitas. Se você encontra uma bica, essa bica é considerada uma das fontes da cidade. Também achei Aix-en-Provence complicada de andar, muitas ruelas onde as direções são diversas e que te levam para muitos lugares, nem sempre os desejados. O mais interessante de Aix-en-Provence é o atelier de Paul Cèzanne que está como era na época, super conservado e aberto para visitas. Os amantes de pintura impressionista vão adorar como eu adorei. Apesar de não achar que vale gastar dinheiro com museu casa, pois todos os que conheci foram decepcionantes, esse custou 5 euros e valeu a pena. O único problema é que não pode tirar fotos dentro, só dos jardins. Do centro de Aix-en-Provence leva-se meia hora andando até chegar ao atelier que é um pouco afastado. Tive a curiosidade de experimentar um crepe em Aix. Como estava na hora do almoço, achei que seria bom provar e comparar com os crepes brasileiros que eu adoro. Realmente os brasileiros dão de 10 a 0 pois o crepe é sem graça e com pouco recheio. Apesar de adorar a cozinha francesa, os crepes não são as melhores opções.

Voltando de Aix para Marseille, finalmente chegou a hora de conhecer a cidade na qual fiquei todos esses dias hospedado. Marseille é uma cidade cultural, e de fato a cidade foi eleita Capital Europeia da Cultura 2013. Marseille também é considerada a cidade da arte e da história. O Hino nacional da França, La Marseillaise, tem este título por causa das tropas revolucionárias de Marseille. Outra curiosidade é o baralho de tarô mais propagado no mundo que vem de Marseille. É denominado “Tarô de Marselha”.

Como turista, não gosto de gastar muito dinheiro com hospedagem e costumo ficar sempre em hotéis 3 estrelas que são confortáveis e não muito caros. Fiquei numa rede tipo flat, com cozinha e tudo, no bairro de Perrie que tem uma estação de metrô. Comprei um passe de uma semana para não ter que ficar diariamente comprando bilhetes, o que foi muito útil. Nesse dia, saindo de uma estação, fui abordado por um policial que estava fazendo uma revista de bilhetes e pude ver pessoas presas e cachorros latindo ameaçando os que estavam detidos. Mais tarde, também no metrô, eu estava chegando nas roletas quando vi um homem me olhando. Eu achei estranho e parei. Fiquei de longe disfarçando e, quando veio uma senhora, ele a esperou se aproximar das roletas e passou junto com ela para não ter que comprar bilhete, provavelmente era isso que ele queria fazer comigo também e o motivo da batida policial mais cedo.

O mais interessante de se ver em Marseille é o “Vieux Port” ou velho porto, muito curioso observar todos aqueles barcos juntos com seus mastros próximos, compondo uma interessante visão. Próximo do porto fica a Catedral de Marseille, “Cathedrale La Major”, muito bonita com um ar oriental e dela temos uma visão do porto que vale muito a pena. Tentei visitar o Château LongChamp, que é o museu de Belas Artes, mas estava fechado para reforma, me pareceu muito bonito de fora. Quem tiver mais tempo em Marseille, pode visitar os Calanques, que são despenhadeiros com águas cristalinas.

Foram três dias de muita vivência histórica e cultural. Me deu vontade de voltar para explorar outras cidades dessa região, sendo que da próxima vez ficarei em Avignon.

Até a próxima.