Bogotá

Uma grata surpresa, isso posso afirmar. Jamais pensei que seria tão interessante e culturalmente rico essa visita rápida que fiz à Bogotá na Colômbia. O destino certo dos brasileiros é Cartagena e San Andrés, que vão ficar para uma outra oportunidade.

Claro que o preconceito é grande em relação à Colômbia, infelizmente. Posso garantir que qualquer brasileiro acostumado à violência do Rio de Janeiro, não se abala com com os “malandros” (assim são chamados os assaltantes) colombianos.

Bogotá é uma cidade grande, mas muito arborizada e com uma arquitetura muito rica e diversa, mistura o colonial com edifícios modernos, 4 dias são suficientes para conhecer bem a cidade.

Bogotá não tem uma preocupação com o turismo em si, não existe nenhuma explicação em Inglês ou qualquer outra língua. A cidade tem um sistema de transporte público imenso, milhões de ônibus para diversas direções, tudo um pouco desordenado para um turista. O trânsito é muito pesado na cidade, todas as vezes que peguei Uber, fiquei parado horas, não tive coragem de pegar táxi, todos são unânimes quanto ao perigo dos “amarilhos”, os táxis são todos amarelos.

Tem também o Transmilênio, que é um BRT, mas também sem muita explicação para quem não conhece a cidade. É possível fazer tudo a pé, claro, se a altitude deixar. Eu sofri um pouco, só melhorei no quarto dia de viagem. Coloquei embaixo o mapa do Transmilênio, que apesar de ter muitas estações, nenhuma marca os pontos turísticos para saltar.

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Comecei pela centro histórico da cidade, que tem muitas atrações e se localiza no bairro da candelária. A Plaza Bolívar, que fica na Carrera 8 com Calle 11 é a principal praça da capital colombiana, Bogotá. A praça, anteriormente chamada Plaza Mayor até 1821 e a Plaza de la Constitución, está localizada no coração da área histórica da cidade e abriga uma estátua de Simón Bolívar.

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Além da Catedral Principal de Bogotá, oficialmente a Catedral Metropolitana Basílica da Imaculada Conceição , localizada no lado leste da Praça. A catedral foi construída por quatro vezes no mesmo lugar. A quarta e última ocorreu entre 1807 e 1823. Construção é dito para ser construído por descendentes de Jesuítas. A catedral tem uma área de 5.300 metros quadrados, é o maior da Colômbia e um dos maiores da América do Sul.

Também na Plaza Bolívar está o Capitólio Nacional, cuja construção começou em 1876, por ordem do presidente Tomás Cipriano de Mosquera. O prédio foi concluído em 1926. Abriga as duas casas do Congresso da Colômbia.

Em frente ao Capitolio está o Palácio da Justiça e o Palácio Liévano ou Palácio Lievano. Ao longo das ruas de paralelepípedos de La Candelaria, o palácio foi convertido na prefeitura de Bogotá em 1974.

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Algo bastante curioso da Plaza Bolívar é a quantidade enorme de pombos, as pessoas vendem comida para as aves e ficam com elas em cima dos braços e cabeça.

Ainda tem muita coisa para se ver nos arredores do centro histórico. O Museu de Santa Clara ocupa o espaço do antigo templo do Real Convento de Santa Clara, construído em 1647. Está localizado na Carrera 8 n. ° 8-91. Possui uma ampla coleção de pinturas e esculturas dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX. O edifício é considerado uma das amostras mais representativas da arquitetura e da decoração barroca dos séculos XVII e XVIII em Bogotá.  Belíssimo, tudo dourado.

Ainda nessa mesma rua, atrás do capitólio fica o Palácio Nariño, residência oficial do Presidente da Colômbia e é a sede do governo do país. O Palácio de Nariño ou raça (como era conhecido anteriormente), foi inaugurada em 20 de julho de 1908 e construído sobre os fundamentos do local de nascimento de Antonio Nariño . Em 1979, foi reaberto após a anexação de novas construções. O palácio abriga obras de arte e móveis de diferentes épocas da história colombiana. Nos seus jardins é o primeiro observatório astronômico construído na América.

E em frente ao Palácio fica o Templo de San Agustin. A Igreja de San Agustin é um templo colombiano culto católico dedicado a St. Augustine.

Do templo de San Agustín é possível ver a torre da Igreja de Santa Bárbara, que não estava no meu roteiro, mas não pude deixar de entrar. Essa igreja faz parte da congregação do Colégio Salesianos da Colômbia. Uma igreja curiosa, cheia de tijolos marrons e brancos, parece muito com as igrejas italianas.

O centro histórico de Bogotá tem muita coisa para se fazer. Voltando em direção à Plaza Bolívar, na calle 11, fica o maravilhoso Museu Botero. Com entrada gratuita todos os dias, pois é financiado pelo governo, além dos famosos quadros do pintor colombiano, podemos também ver obras de Pablo Picasso, Monet, Renoir e as esculturas do próprio Botero, além da arquitetura do edifício que é linda.

Nessa mesma rua, na calle 11, um pouco antes de chegar ao Museu Botero, você pode dar uma parada no Centro Cultural Gabriel García Márquez,  dá para descançar um pouco, tomar um café no famoso café Juan Valdez e apreciar obras de arte contemporâneas.

Não deixe de conhecer a Calle del Sol, com seu edifícios curiosos. Fica um pouco depois do Museu Botero.

Um pouco mais afastado, localizado na Carrera 06, fica o Museu del Oro, dá para ir a pé até lá. O Museu do Ouro de Bogotá é considerado um dos maiores museus do ouro do mundo. Seu acervo é constituído de trabalhos pré-colombianos que utilizam como matéria-prima fundamental o ouro da região, necessariamente ligados à rotina e ao cotidiano de seu povo, exposto em salas no segundo e no terceiro andar.

Um pouco mais afastado do centro histórico fica a Quinta de Bolivar. Um museu da casa de estilo colonial localizado no bairro de La Candelaria, que em adição ao seu interesse arquitetônico é relevante do ponto de vista histórico por ter servido como a residência de Simon Bolívar. Muito bem preservada. Aos domingos é de graça a entrada.

Bem perto da Quinta de Bolívar, uns 600 metros, fica o Cerro de Monserrate. Sugiro fazer as duas atrações no mesmo dia. O funicular e o teleférico são as duas melhores formas de subir, claro que existe a opção à pé. O morro de Monserrate é uma das formações mais reconhecidas da savana de Bogotá, bem como um dos símbolos da cidade. No cume deste morro encontra-se o santuário do Senhor Caído de Monserrate, cuja atual construção de estilo neocolonial foi terminada em 1925 e exibe a estátua do Senhor Caído de Monserrate. O serviço de funicular para subir o morro foi inaugurado em 18 de agosto de 1929. Eu optei em subir de teleférico, a vista é bem bonita, o funicular passa por um túnel.

Para aqueles que subirem de funicular, terão a chance de ver a via crucis, são 15 estátuas. Pelo teleférico não passamos pelas estátuas, se quiser ver, tem que voltar um pouco.

Não deixe passar a oportunidade de tirar uma foto com a lhama.

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Um comentário sobre “Bogotá

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