Machu Picchu

Para quem acha que não é lá grandes coisa, garanto que vai se surpreender. Machu Picchu é muito mais que as fotos clássicas. Cheguei na cidade vindo de trem de Ollantaytambo, chegamos de noite, nosso ônibus para Machu Picchu era às 07h da manhã e precisávamos estar lá cedo. Comprei com antecedência essa passagem, com a agência turística Great trip Titikaka.

Aproveite para dar uma voltinha em Machu Picchu Pueblo, cidade onde dormimos, também conhecida como Águas Calientes, tem umas termas que você pode aproveitar também. A cidade é linda, cercada de montanhas e cortada por um rio caudaloso.

Caminhando pela cidade você vai ver várias estátuas de Incas espalhadas.

Além, claro do mercado que vende muitas coisas turísticas.

A organização turística é muito grande, de impressionar. Saímos cedo do hotel para quem sabe poderíamos pegar um ônibus mais cedo para Machu Picchu, ledo engano, eles fazem filas de acordo com a hora do seu ônibus, ficamos esperando até o momento exato do nosso ônibus chegar, sem mais, nem menos. Existe a opção de ir a pé, muitos fazem, o percurso leva em média uma hora de subida.

A beleza já começa na subida, aquele verde das montanhas que deslumbram os olhos, as fotos não são dignas da realidade.

É muito importante ter um guia na cidade, claro que você pode fazer tudo sozinho, mas a quantidade de detalhes é enorme, somente com um guia local você vai ter a noção da importância da cidade. Eu já fui com um guia agendado, mas também é possível pegar um guia lá, custa em média 50 dólares.

O estado de conservação é impressionante. Você sabia que a cidade nunca se chamou Machu Picchu? Na verdade nunca se soube o nome real da cidade, era conhecida como a cidade perdida dos Incas, o nome Machu Picchu vem da maior montanha que serve a cidade com água, que se chama Machu Picchu.

Para o mundo, em um primeiro momento, foi o Americano Hiram Bingham quem descobriu a cidade inca de Machu Picchu, mas isso não é verdade, foi um agricultor peruano Augustín Lizárraga em busca de novas terras para cultivo chegando à cidadela em 14 de julho de 1902, deixando registrado no muro das Três Janelas. Esta afirmação é respaldada pelo escritor cusquenho Américo Rivas em seu livro “Augustín Lizárraga: o grande descobridor de Machu Picchu” e também a família dele tinha fotos dessa inscrição.

Depois de quase uma década, em 24 de julho de 1911, o explorador Hiram Bingham, encontrou esta prova de uma expedição prévia de Lizárraga, a qual indica que Bingham mandou apagar o que estava escrito dizendo ser por “motivo de conservação”. O mesmo explorador que anotou tal sucesso em uma de suas anotações de viagem, se esqueceu de incorporá-lo em seu livro “A cidade perdida dos Incas.”

Atualmente considera-se que Hiram Bingham é o descobridor científico, uma vez que foi o primeiro que apresentou ao mundo a existência da cidadela inca e em 1950 foi aberta ao mundo completamente para visitação.

Outra curiosidade é que não existe povo Inca, Inca é o imperador dos Quechuas, povo que habitava e habita essa região.

O passeio pela cidade dura quase um dia inteiro. Na saída, não deixe de carimbar seu passaporte.

Veja também o post de Cusco, Arredores de Cusco e Vale Sagrado.

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