Do aeroporto para Roma

Sempre que chegamos em uma cidade nova de um país novo, existe uma certa insegurança. Será que o aeroporto é longe? Quais são os meios de transporte disponíveis para chegar no meu hotel? Será que taxi é muito caro? Essas perguntas são super normais. Eu sempre tenho essas dúvidas. Recentemente fiz uma viagem para Itália, não era minha primeira vez que visitava o país, mas era a minha primeira vez em Roma.

Muita gente não sabe, mas o aeroporto de Roma não fica em Roma e sim em Fiumicino, um município costeiro de Roma banhado pelo mar Tirreno, aproximadamente 50 quilômetros do centro da cidade.

Os hotéis de Roma fazem um trabalho bem interessante oferecendo translado do aeroporto até o seu destino. Eu fiquei em dois hotéis diferentes na cidade e os dois me ofereceram translado. Para contratar um transfer custa em média  55,00 euros (em 2017). Mas existem outras formas de chegar no centro da cidade partindo do aeroporto. Você pode optar ir no trem parador (com necessidade de mudar de trem nas estações Trastevere ou Ostiense) que leva 45-50 minutos para chegar até o destino final (se não houver atrasos e greves). Outros riscos são os horários, dependendo da hora que você chegar, o trem pode estar lotado e os furtos podem acontecer. Custa 8,00 euros.

Você pode tentar o ônibus, existem várias companhias que oferecem traslado. A mais famosa é a Terravision, que também opera muito nos traslados de/para o aeroporto de Ciampino. A Terravision é uma das pioneiras em traslados de aeroportos para os centros das cidades.  A passagem pode ser comprada on-line ou na hora do embarque. Custa 4 euros por trecho ao comprar ida e volta e o ônibus vai até a estação Roma Termini.

Uma outra opção são os taxis, custa um pouco menos que o tranfer de 55,00 euros, mas o risco são os taxis piratas onde os preços podem variar muito.

A melhor opção na minha opinião é pegar o trem LEONARDO EXPRESS, como o nome já diz é um trem expresso que leva 30 minutos (e é pontual) do aeroporto até a Estação Central Roma Termini.

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O trem expresso funciona das 6h30 às 23h30 e custa 14 euros. O bilhete é vendido em um quiosque em frente à parada do trem. Também pode ser comprado pela internet visitando o site www.trenitalia.it. A saída é no Terminal 3 do aeroporto.

Para voltar para o aeroporto também pode fazer a mesma coisa, só que sairia da estação Roma Termini em direção ao aeroporto.

Boa Viagem!

Leia sobre as cidades da Itália aqui blog:

MilãoVeronaVenezaVicenza, Roma, Florença, Pisa, Pompéia, Lucca, San Geminiano, Siena, Pistoia, Arezzo, Cinque Terre.

Prêmio Mystery Blogger Award

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Olá viajantes, o Viaje com Leandro foi indicado para um prêmio: ‘Mystery Blogger Award’. Muita emoção envolvida! Rs

“O ‘Mystery Blogger Award’ é um prêmio para blogueiros incríveis com postagens engenhosas. Seu blog não só cativa; ele inspira e motiva. Eles são um dos melhores e eles merecem todo reconhecimento que eles conseguem. Este prêmio também é para blogueiros que acham diversão e inspiração em blogs e fazem isso com tanto amor e paixão”. (Okoto Enigma – Criador do prêmio)

Obrigado à Michelle do blog: Michellandia pela indicação, foi uma grata surpresa.

Como indicado, tenho que seguir as seguintes regras:

  • Colocar o logo/imagem do prêmio no seu blog;
  • Listar as regras;
  • Agradecer a quem o nomeou e fornecer um link para seu blog;
  • Mencionar o criador do prêmio;
  • Conte a seus leitores três coisas sobre você;
  • Nomeie até dez pessoas;
  • Notificar os seus indicados comentando no seu blog;
  • Peça a seus candidatos que respondam cinco questões de sua escolha, perguntas estranhas ou engraçadas;
  • Compartilhe um link para sua melhor postagem.

 

Conte a seus leitores três coisas sobre você:

  1. Eu sou ex-atleta, eu fui campeão de natação inclusive morei nos Estados Unidos para treinar na Universidade de Miami e aqui no Brasil fui recordista estadual no 200 metros nado Borboleta (minha especialidade).
  2. Eu sou viciado em televisão, se me deixarem, fico vendo televisão o dia inteiro e também gosto de qualquer reality-show.
  3. Eu também sou viciado em doce, se eu começo a comer, não consigo parar até ficar enjoado.

 

Agora vou responder as perguntas feitas pelo blog da Michelle:

  1. Qual o seu grande sonho?

Meu grande sonho é continuar viajando pelo mundo, conhecendo a maior quantidade de países possíveis e quem sabe um dia, morar fora e trabalhar online.

2. Qual o seu maior medo?

Meu maior medo é perder o controle das coisas, sou muito racional e gosto de ter a sensação que tudo está bem e que posso transformar as coisas.

3. Você prefere viajar para lugares quentes ou frios?

Eu prefiro viajar para lugares frios, sempre. Eu moro no Rio de Janeiro e de calor eu já estou cheio.

4. Filmes ou séries? Indique 3 dos seus favoritos.

Eu gosto dos dois, vejo muitos filmes e muitas séries. Nas séries eu tenho um problema, quando começo não consigo parar até acabar, isso me deixa preso demais, por isso tendo a ver mais filmes.

Eu amo Star Trek, The OA, Stranger Things e Friends (4).

Filmes são muitos… não dá para citar somente três.

5. A melhor comida que você já provou?

Como gosto de doces, a melhor comida que já provei, claro que vai ser um doce. Vou citar aqui o pudim de leite da minha mãe que, apesar de não saber cozinhar, sabia como ninguém fazer um pudim.

Minhas perguntas aos meus indicados:

  1. Qual o motivo que te levou a ser blogueiro?
  2. Qual foi a mudança na sua vida de pois de criar seu blogue?
  3. Quando você viaja, você gosta de restaurantes ou museus?
  4. Você já se perdeu em alguma cidade no exterior?
  5. Qual país você gostaria de conhecer e não conheceu?

Minha postagem preferida:

Turismo na França: 5 cidades que você nunca ouviu falar e que vale a pena a visita.

Meus indicados são:

  1. A Helô do Onde Cê Vai Loko?
  2. O Erik do Recordando dicas de viagem
  3. A Carol do ViraVolta
  4. O Daniel do Ciência Expert

Felicidades para todos…

Nas redes:

Blog: Viaje com Leandro

Youtube: Viaje com Leandro

Instagram: leandro_aldebaran

Mont Saint Michel

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O Mont Saint Michel é uma joia que fica na região da Normandia na França, ou será que fica na Bretanha? Houve uma disputa entre as 2 regiões da França pra saber quem ficaria com ele. Fica numa região meio limítrofe entre Bretanha e Normandia. Hoje em dia não restam dúvidas, fica na Normandia.

A abadia do monte Saint-Michel começou a ser construída em 708, quando Aubert, bispo de Avranches, mandou construir no monte Tombe um santuário em honra a São Miguel Arcanjo (Saint-Michel). No século X os monges beneditinos instalaram-se na abadia e uma pequena vila foi-se formando aos seus pés. Após a dissolução das ordens religiosas ditadas pela Revolução Francesa de 1789 até 1863 o Monte foi utilizado como prisão. Foi declarado monumento histórico em 1987, e desde 1979 está lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Eu fiz bate e volta de Paris para conhecer o Mont Saint Michel, peguei uma excursão. Ao todo foram 14 horas de viagem, incluindo ida e volta.

Foi uma visão impressionante quando o ônibus começou a se aproximar e de longe apareceu sozinho no descampado, com toda sua imponência, o famoso Monte com sua abadia bem no topo da ilha.

A sensação é de estar voltando no tempo, as ruelas medievais e o portão de ferro te transportam para outro tempo, claro que é preciso esquecer a enorme quantidade de turistas na sua frente, rs.

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Nenhum carro hoje chega perto da entrada da ilha, foi preciso pegar um “trenzinho” que te leva até e entrada, o resto você faz a pé mesmo. Durante a Revolução Francesa, todo o mobiliário foi destruído, hoje temos semente às paredes que contam longas histórias.

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O claustro do Mosteiro.

Uma visão das ruelas da cidadela.

O interessante é passar uma noite em uma das muitas pousadas dentro da cidadela, ver o pôr-do-sol dentro da ilha é deslumbrante. Se perca nas ruas, entre nas lojinhas e aproveite bastante essa maravilha francesa.

Conheça a série França aqui no blog e meu canal no youtube: Viaje com Leandro

 

As 6 Catedrais Góticas mais lindas da Europa

A Europa é repleta de Catedrais Góticas, conhecer todas demanda muito tempo e é o sonho de todo o amante de história.

  1. Catedral de São Vito em Praga

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A Catedral de São Vito em Praga é o símbolo da cidade e da República Checa, tanto pela sua história tempestuosa e seu valor artístico. É um templo dedicado ao culto católico. É parte do conjunto artístico monumental do Castelo de Praga e é a maior exposição de arte gótica na cidade. Foi palco da coroação de todos os reis da Bohemia e nela também estão enterrados todos os bispos e arcebispos sagrados e um bom número de reis.

2. A Catedral de Strasbourg na França

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Uma das mais belas igrejas góticas da Europa, sua construção foi terminada em 1439, tornando-se o mais alto edifício do mundo entre 1625 a 1874, e permaneceu como a maior igreja do mundo até 1880, quando foi ultrapassada pela Catedral de Colônia, na Alemanha. Hoje é a quarta maior igreja do mundo. Dentro dela podemos ver o Relógio Astronômico de Tobias Stimmer (1539-1584). O mecanismo do relógio data de 1842. Os carrilhões são esculturas móveis que a cada cinco minutos aparecem como se fossem “dar um passeio”.

3. A Catedral de Rouen na França

Pintada diversas vezes por Claude Monet em seus experimentos com a luz solar em 1890. As trinta e uma pinturas da série pretendiam capturar a fachada da catedral em horas diferentes do dia e do ano, e refletir sobre os resultados obtidos sob diferentes condições de iluminação. Ela reina há 5 séculos no departamento da Seine-Maritim é um monumento religioso, que teve sua parte românica construída em 1030, e sua parte gótica em 1145. Foi terminada em 1506. A construção tem a classificação de monumento histórico desde o ano de 1862. Lá estão os restos de Ricardo Coração de Leão. Com suas torres assimétricas, esta catedral é a mais alta da França desde a reconstrução de seu pináculo de ferro fundido.

4. A Catedral (Abadia) de Westminster na Inglaterra

É uma grande igreja em estilo gótico na Cidade de Westminster, sendo considerada a igreja mais importante de Londres e, algumas vezes, de toda a Inglaterra. É famosa mundialmente por ser o local de coroação do Monarca do Reino Unido e também foi palco do casamento da Princesa Diana e do Príncipe Charles e alguns anos mais tarde o mundo presenciou o casamento do Príncipe Willian. Foi construída no século XI e reformada e concluída entre os séculos XIII e XIV, sendo desde sua fundação até o século XVI uma igreja católica quando foi convertida em igreja anglicana. Entre 1546 e 1556 obteve estatuto de Catedral e atualmente é uma Royal Peculiar.

5. A Catedral de Canterbury na Inglaterra

É um dos mais antigos e mais conhecidos templos do cristianismo da Inglaterra. A história da catedral remonta à Agostinho de Canterbury, um missionário enviado pelo papa Gregório I para converter os anglo-saxões ao cristianismo. Foi ele quem fundou a Catedral de Canterbury em 597 D.C. A igreja atual em estilo gótico, sofreu várias intervenções arquitetônicas ao longo do tempo e é tida como um dos maiores e mais bonitos templos cristãos do mundo.

6. A Catedral de Notre Dame de Paris na França

É uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo, situa-se na pequena ilha Île de la Cité, rodeada pelas águas do Rio Sena. A catedral surge intimamente ligada à ideia de gótico no seu esplendor, ao efeito claro das necessidades e aspirações da alta sociedade, a uma nova abordagem da catedral como edifício de contato e ascensão espiritual. A Catedral serviu de inspiração para Victor Hugo, famoso dramaturgo francês, escrever o romance “O Corcunda de Notre Dame”.

Dona dos famosos “Arcos Botantes” que deram sustentação as paredes da catedral, se tornou ponto obrigatório de visita da cidade de Paris.

Turismo em Portugal: 5 cidades para conhecer entre Lisboa e Porto.

Os acessos internacionais para Portugal são Lisboa e Porto, onde encontramos os dois principais aeroportos do país. Lisboa é uma cidade muito “brasileira” se assim podemos dizer, como fomos colonizados pelos portugueses, encontramos em Lisboa muitos lugares parecidos com o Rio de Janeiro, por exemplo, o que torna a estadia na cidade bem agradável.

Lisboa é a capital de Portugal e a cidade mais populosa do país. Apesar dos lisboetas serem bastante mal-humorados, como dizem seus próprios compatriotas, a cidade é muito bonita e tem muitos pontos para serem explorados. A foto abaixo é do arco da praça do comércio.

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O primeiro destino saindo de Lisboa é Óbidos, uma deslumbrante cidadezinha cercada por muralhas medievais que é impossível não perceber pela estrada, a parada fica quase que obrigatória. A distância entre as duas cidade é de 85 km e a viagem de carro dura mais ou menos 1h. Óbidos é uma vila portuguesa do distrito de Leiria, com cerca de 2 200 habitantes. Vale se perder dentro das muralhas e das paisagens medievais que Óbidos guarda até os dias de hoje.

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Saindo de Óbidos e dirigindo por mais 42 km direção norte, fica Alcobaça. A cidade está localizada a 92 km a norte de Lisboa e 88 km a sudoeste de Coimbra. Alcobaça é banhada pelos rios Alcoa e Baça, nomes de cuja aglutinação faz derivar o seu nome. A cidade em si não tem muita coisa para ver, a não ser o Mosteiro e os túmulos de Inês de Castro e Dom Pedro I de Portugal. Todos já ouviram a expressão, “agora Inês é morta”, que vem da trágica morte de Inês de Castro que está enterrada no Mosteiro junto com seu amor.

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De Alcobaça até Coimbra são 110 km e mais 1h30 de estrada também na direção norte. Coimbra é uma cidade grande com a famosa Universidade, destino de vários brasileiros. Coimbra fica hoje sobre o rio Mondego. Grande parte de suas atrações são perto uma das outras o que torna possível fazer tudo a pé, apesar de ficar em uma colina íngreme.  A foto abaixo é da Faculdade de Direito.

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De Coimbra até Viseu são 92 km e mais 1h10 de viagem. Viseu é uma cidade portuguesa pertencente à região Centro com cerca de 69 713 habitantes, sendo a segunda maior cidade do centro de Portugal, depois de Coimbra. Com muito sobe e desce, a cidade tem bons restaurantes e belas igrejas.

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Tirando uma reta para a esquerda e menos de 1h de carro de Viseu fica Aveiro, considerada a Veneza de Portugal. Ria de Aveiro é onde ficam os típicos barcos moliceiros decorados com pinturas de tradição popular, o que se torna uma das maiores atrações turísticas e uma das melhores formas de conhecer a cidade. Vale uma volta de barco e provar ovos moles, uma especialidade da cidade.

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E mais 50 minutos e 76 km chegamos a Porto. Uma deslumbrante cidade, rica em monumentos, com igrejas barrocas e muralhas medievais. Literalmente uma das cidades mais lindas do mundo.

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Turismo na França: 5 cidades que você nunca ouviu falar e que vale a pena a visita.

Quem não sonha em conhecer Paris ou a França? Muitas vezes os turistas se limitam a conhecer somente a famosa capital francesa e no máximo chegar até o Palácio de Versailles. Isso acontece por diversos motivos: a falta do domínio do idioma; medo de se arriscar e também porque os pacotes das agências de turismo só oferecem esse circuito. Mas a França é muito mais que Paris. Apesar de ser uma cidade maravilhosa e que vale muito ser visitada inúmeras vezes, devo dizer que existem outras cidades que também são maravilhosas e que você nunca ouviu falar.

1 – Aix-Les-Bains

É a segunda cidade balneária da França, situando-se nas margens do lago do Bourget. A maior marina de água doce do país está localizada nesta cidade. Está a uma hora e meia de trem de Lyon na região de Rhône-Alpes. Apesar de ter uma arquitetura moderna, Aix-Les-Bains tem muitos vestígios romanos: o Arc de Campanus, construído pelos Romanos no século I da era cristã e as Thermes Nationaux, que no seu subsolo ainda se podem ver restos das termas romanas originais de mais de 2000 anos. Além do lago Bourget.

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2 – Bourg-en-Bresse

Também se localiza na região de Rhône-Alpes a uma hora e meia de trem de Lyon. Bourg-en-Bresse é uma cidade conhecida: pelas edificações com madeirames à vista; pela Abadia de Brou que guarda o túmulo de Margarida da Áustria; pela porta dos Jacobinos, entrada do convento dos Jacobinos de Bourg fundado em 1414 pelo Duque de Savoia e por sua Catedral de Notre Dame.

3 – Chambéry

Antiga capital da Savóia, essa cidade tem um jeito italiano. Seu monumento mais badalado é a extravagante Fontaine des Eléphantes, na Rue de Boigne. Outro ponto imperdível é o Castelo dos Duques de Savoia, construído no século XIV, sendo hoje a sede da prefeitura. E não percam as ruas medievais da cidade!

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4 – Obernai

Cidade pequena da região da Alsácia, a meia hora de trem de sua capital, Strasbourg. Obernai parece um cenário de filme, de tão perfeita. Seus principais pontos são a Èglise de St-Pierre-et-Paul, que é um monumento histórico construído entre 1865 e 1870 em estilo neo-gótico e as casas com madeirames expostos, mostrando uma forte influência germânica em sua arquitetura.

5 – Saverne

A pequena cidade fica a meia hora de Strasbourg na Alsácia em direção a Nancy que é uma cidade situada na região da Lorena. Saverne tem os seus pontos altos no Château de Rohan, residência de verão dos príncipes, que hoje é a sede do Musée du Château des Rohan. Suas coleções relembram o passado da cidade. Outra atração imperdível é a igreja dedicada à Natividade de Nossa Senhora, principal igreja de Saverne. Este edifício combina o estilo majestoso românico, caracterizado em particular por uma torre-pórtico que data do século XII, e do estilo gótico, com uma nave do século XV.

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Provence em 3 dias by Leandro Aldebaran

Cheguei em Marseille de TGV vindo de Lyon. Optei por ficar nessa cidade pois me parecia bem central e de lá poderia fazer pequenas viagens para as cidades no seu entorno, algo que me arrependi. Marseille é uma cidade grande, sendo a segunda maior cidade em população depois de Paris (antes era Lyon). É uma cidade que relata altos índices de violência e com regiões onde seus moradores dizem “que ali ou lá seria perigoso ir”. E, como sou bastante medroso, mesmo na Europa, risquei essas áreas da minha lista de possíveis visitas. Também é a cidade menos francesa da França, então deixei Marseille para o fim, pois tinha grande interesse e ansiedade em conhecer Avignon, que fica à 1h10 de trem com tarifas que giram em torno de 20 euros. Famosa cidade histórica perto de Marseille conhecida pelo Palais de Papes, uma das maiores e mais importantes construções góticas da Idade Média na Europa. Ao mesmo tempo fortaleza e palácio, a residência pontifícia foi, durante o século XIV, a sede da cristandade do Ocidente. Avignon tornou-se a residência dos Papas em 1309, quando o Papa Clemente V, não querendo voltar a Roma depois do caos da sua eleição, mudou a Corte Papal para Avignon. Nesse palácio realizaram-se seis conclaves, dos quais resultaram as eleições dos Papas Bento XII, em 1335; Clemente VI, em 1342; Inocêncio VI, em 1352; Urbano V, em 1362; Gregório XI, em 1370; e do Antipapa Bento XIII, em 1394. Praticamente só as paredes sobreviveram até os dias de hoje e todo o mobiliário foi perdido, mas vale muito a visita, e você pode comprar um ingresso combo que dá direito também a visitar a Pont D´Avignon ou a Ponte de Avignon que fica sobre o rio Ródano que, com o sol refletindo sobre suas águas, temos um visual inesquecível. Avignon é uma pequena cidade que ainda preserva as muralhas que a protegiam de ataques, inclusive algumas torres ainda estão de pé. É muito fácil se locomover por ela; saindo da estação de trem é só seguir pela rua principal que se chega rapidamente ao Palais de Papes e algumas poucas horas são suficientes para essa visita.

No dia seguinte, decidi conhecer duas outras cidades, Arles e Nîmes (a segunda fica na região de Langue-d´oc).  De Marseille para Arles levei 50 minutos de trem que custa 15 euros só a ida e a cidade não fica em frente da estação de trem como em Avignon, sendo preciso virar para a esquerda e caminhar um pouco para chegar nas suas portas. Sua muralha está bem mais destruída que as de Avignon, mas alguma coisa ainda está lá. Apesar de ser a cidade na qual Van Gogh morou e pintou quadros, pouca coisa do pintor se encontra lá ainda. O que mais me marcou em Arles foi a Arena romana, datada da época de Augusto construída em 90 d.C. Durante a ocupação árabe, foi transformada em fortaleza, muito bem conservada, aberta para visita por 7 euros. As touradas ainda acontecem nessa arena no verão e em Arles existem os restos de um teatro, também romano, que preserva algumas coisas, principalmente a arquibancada. Achei Arles uma cidade complicada de se locomover mesmo a pé, não sendo muito intuitiva e não tem muitas indicações oficiais, o que faz o turista precisar perguntar diversas vezes por direções e pontos turísticos. Voltando para a estação de trem com intenção de seguir para Nîmes, descobri que a maneira mais fácil seria de ônibus (Navette), transporte oferecido pela SNCF (empresa de trem francesa). A viagem leva 35 minutos a um custo de 8 euros. Como se localiza em outra região, o sotaque dos franceses de lá é um pouco diferente e, como eles mesmos se denominam, “Nîmes, une ville avec accent” que podemos traduzir, uma cidade com sotaque. Como Avignon, a cidade se encontra em frente à estação de trem. É deslumbrante e parece ter luz própria. Nîmes também tem uma Arena romana muito bem conservada inspirada no Anfiteatro de Flávio em Roma (Coliseu). Com diversos vestígios romanos, tem também “Le Pont du Gard” aqueduto com 50 quilômetros construído no século I com o objetivo de levar água para cidade. Com um astral bom e festivo, com muitos museus destacando a Maison Carrée, um templo romano construído entre os séc. II e III d.C. que está muito bem conservado. Formado por 30 colunas coríntias e um friso esculpido, hoje é um museu. Do outro lado da avenida principal, fica o belíssimo Jardim de la Fontaine, construído no séc. XVIII onde antes ficavam os banhos romanos assim como o templo de Diana (ainda lá) e um teatro. Os jardins ainda apresentam vestígios dessa época destacando-se a Tour Magne, uma torre octagonal que era parte dos muros romanos. Quando eu estava saindo do Jardim de la Fontaine, comecei a ouvir uma melodia conhecida, uma bransle, dança renascentista de roda de origem francesa. Quando me aproximei, vi um senhor tocando uma viele de roda ou viele à roue em francês, instrumento medieval que se desenvolveu até o barroco. Como sou músico, parei para trocar umas ideias com ele. Para voltar de Nîmes para Marseille, tive que pegar um trem para Avignon e trocar para outro trem direção Marseille. No terceiro dia, que seria meu último dia na Provence, decidi, antes de explorar Marseille, conhecer Aix-en-Provence, que fica a 30 minutos de trem de Marseille e é conhecida por sua enorme quantidade de fontes. Realmente existem muitas, mas poucas são bonitas. Se você encontra uma bica, essa bica é considerada uma das fontes da cidade. Também achei Aix-en-Provence complicada de andar, muitas ruelas onde as direções são diversas e que te levam para muitos lugares, nem sempre os desejados. O mais interessante de Aix-en-Provence é o atelier de Paul Cèzanne que está como era na época, super conservado e aberto para visitas. Os amantes de pintura impressionista vão adorar como eu adorei. Apesar de não achar que vale gastar dinheiro com museu casa, pois todos os que conheci foram decepcionantes, esse custou 5 euros e valeu a pena. O único problema é que não pode tirar fotos dentro, só dos jardins. Do centro de Aix-en-Provence leva-se meia hora andando até chegar ao atelier que é um pouco afastado. Tive a curiosidade de experimentar um crepe em Aix. Como estava na hora do almoço, achei que seria bom provar e comparar com os crepes brasileiros que eu adoro. Realmente os brasileiros dão de 10 a 0 pois o crepe é sem graça e com pouco recheio. Apesar de adorar a cozinha francesa, os crepes não são as melhores opções.

Voltando de Aix para Marseille, finalmente chegou a hora de conhecer a cidade na qual fiquei todos esses dias hospedado. Marseille é uma cidade cultural, e de fato a cidade foi eleita Capital Europeia da Cultura 2013. Marseille também é considerada a cidade da arte e da história. O Hino nacional da França, La Marseillaise, tem este título por causa das tropas revolucionárias de Marseille. Outra curiosidade é o baralho de tarô mais propagado no mundo que vem de Marseille. É denominado “Tarô de Marselha”.

Como turista, não gosto de gastar muito dinheiro com hospedagem e costumo ficar sempre em hotéis 3 estrelas que são confortáveis e não muito caros. Fiquei numa rede tipo flat, com cozinha e tudo, no bairro de Perrie que tem uma estação de metrô. Comprei um passe de uma semana para não ter que ficar diariamente comprando bilhetes, o que foi muito útil. Nesse dia, saindo de uma estação, fui abordado por um policial que estava fazendo uma revista de bilhetes e pude ver pessoas presas e cachorros latindo ameaçando os que estavam detidos. Mais tarde, também no metrô, eu estava chegando nas roletas quando vi um homem me olhando. Eu achei estranho e parei. Fiquei de longe disfarçando e, quando veio uma senhora, ele a esperou se aproximar das roletas e passou junto com ela para não ter que comprar bilhete, provavelmente era isso que ele queria fazer comigo também e o motivo da batida policial mais cedo.

O mais interessante de se ver em Marseille é o “Vieux Port” ou velho porto, muito curioso observar todos aqueles barcos juntos com seus mastros próximos, compondo uma interessante visão. Próximo do porto fica a Catedral de Marseille, “Cathedrale La Major”, muito bonita com um ar oriental e dela temos uma visão do porto que vale muito a pena. Tentei visitar o Château LongChamp, que é o museu de Belas Artes, mas estava fechado para reforma, me pareceu muito bonito de fora. Quem tiver mais tempo em Marseille, pode visitar os Calanques, que são despenhadeiros com águas cristalinas.

Foram três dias de muita vivência histórica e cultural. Me deu vontade de voltar para explorar outras cidades dessa região, sendo que da próxima vez ficarei em Avignon.

Até a próxima.