Paris

 O que falar de Paris, unanimidade entre os turistas do mundo, conheço poucas pessoas que não gostam da cidade luz. Aqui vamos falar de Paris básico e não básico. Acho quase impossível ver tudo em somente uma viagem, acho que seria preciso muitas vezes na cidade para conhecer bastante coisa.

Sempre que chego em Paris com alguém que nunca foi, o que já fiz muitas vezes, tenho que começar pelo básico, eu pego o metrô de onde eu estiver hospedado, salto na estação Cité da linha 4, fica perto da Notre-Dame, faço uma visita rápida, para entrar ainda é de graça, depois vou a pé em direção da Pont des Arts (aquela que tinha cadeados), aproveito para olhar o rio Sena e suas belas pontes.

Se você quiser aproveitar e conhecer a Saint -Chapelle, é bem perto da Notre-Dame, dentro do Palais de Justice, as filas costumam ser grandes, principalmente no verão, além de ter que passar por uma revista, vale muita a pena, tem vitrais maravilhosos, mas a entrada é paga.

Continuando, a Pont des Arts fica bem na entrada lateral do Louvre, é só entrar e ver a pirâmide de vidro logo de cara, se quiser entrar para ver o museu, aproveite, dependendo do horário, está muito cheio, minha dica é deixar o Louvre para o dia seguinte de manhã cedo, inclusive porque você pode ver a Monalisa sem aquela multidão de pessoas que ficam na frente.

Pont des Arts

No pátio do Louvre, seguindo em direção dos Jardins das Tulherias, passamos pelo Arco do triunfo do Carrossel, se você perceber bem, lá em cima tem uns cavalos, esses cavalos não são os originais, na verdade, Napoleão roubou os cavalos da cidade de Veneza na Itália e os colocou no Arco do Carrossel, depois de alguns anos, os cavalos foram devolvidos para os italianos, hoje eles estão em exposição no museu da Catedral de San Marco em Veneza, uma réplica dos cavalos foi feita para compor.

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 Chegando ao final dos Jardins das Tulherias, você vai ver a praça da Concordia com seu enorme Obelisco, (antes de sair dos jardins, não deixe de ver o busto de André le Notre, idealizador dos jardins de Versailles) no lugar desse Obelisco, durante a Revolução Francesa, o Rei Luis XVI e Maria Antonieta foram decapitados (a guilhotina usada nesse dia está no museu Madame Tussaud em Londres).

No final dessa rua, você vai ver o Arco do Triunfo e a Avenida dos Champs Elysées, a mais famosa avenida do mundo com 2 km.

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Antes de seguir na Champs Elysées, você pode ir para a direita e conhecer a belíssima igreja Madelaine ou ver à esquerda Les Invalides, se você seguir em frente, você vai percorrer a Champs Elysées toda até chegar ao Arco, vai passar pelas mais caras lojas do mundo.

Na mesma rua da Igreja Madelaine, fica a famosa e linda Ópera Garnier, um visual incrível por fora e por dentro. É possível fazer uma visita por dentro, pode ser guiada ou não, mas é preciso agendar com antecedência, tudo pode ser feito pela internet, você também pode ver um espetáculo.

Ópera Garnier ou Palais Garnier é uma casa de ópera localizada no IX arrondissement de Paris. O edifício é considerado uma das obras-primas da arquitetura de seu tempo. Construído em estilo neobarroco, é o 13º teatro a hospedar a Ópera de Paris, desde sua fundação por Luís XIV, em 1669. O palácio era comumente chamado apenas de Ópera de Paris, mas, após a inauguração da Ópera da Bastilha, em 1989, passou a ser chamado Ópera Garnier. Tem uma estação de metrô de mesmo nome bem em frente, linha 3.

Perto da Ópera Garnier fica a famosa Galeria Lafayette é uma loja de departamento francesa. A sua loja principal fica na Boulevard Haussmann no 9º arrondissement de Paris, mas a marca encontra-se presente em vários locais da França e de outros países. Além de fazer compras, você pode ver sua arquitetura que é linda.

Ainda no básico de Paris, não podemos deixar de visitar a torre Eiffel, a estação de metrô indicada é a Bir-Haikem da linha 6, não é muito pertinho não, temos que andar um pouco, mas ver a torre de perto é uma sensação inexplicável. A estação Trocadero linha 9 dá uma visão melhor da torre, também é uma opção para chegar nela. Para subir, ou você compra com bastante antecedência pela internet ou enfrenta na fila que dura em média 2 horas e sobe para conhecer, na minha opinião, de dia a paisagem lá de cima é fantástica, já subi de noite também, não é a mesma coisa.

Quem for a primeira vez à Paris, não pode deixar de conhecer Sacré Couer, belíssima igreja que fica em Montmartre, a estação de metrô é Anvers da linha 2. É uma subida puxada até lá em cima, se você quiser subir de funicular, é só ter um bilhete de metrô comum e subir. Vale também dar uma volta por Montmartre, um bairro típico francês com restaurantes e pequenos quiosques, a rua de acesso fica bem em frente a saída do metrô e é repleta de lojas de bugigangas, uma maravilha para quem gosta. 

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No alto de Montmartre também podemos ver a praça dos artistas, onde se você  quiser, pode fazer uma pintura sua, é só posar para um artista, não sei qual é o preço.

Antes ou depois de subir para ver a igreja e os arredores, você pode ir até Pigalle, região com seus supermercados eróticos e boates de strip, caminhando você vai chegar até o Moulin Rouge, famoso cabaré francês, tire uma foto em frente ao moinho vermelho.

Café des 2 Moulins (francês para “Des deux Moulins”) é um café na área de Montmartre, localizado no cruzamento da Rue Lepic e Rue Cauchois (endereço 15, rue Lepic). Leva o nome dos moinhos históricos vizinhos, Moulin Rouge e Moulin de la Galette. O interior é composto por uma área de bar e várias mesas pequenas. O café ganhou fama considerável desde o seu aparecimento no filme Amélie 2001, no qual é o local de trabalho do personagem-título. Tornou-se um destino turístico popular.

Continuando nosso passeio por Paris, uma boa opção é o Musée Rodin, que foi inaugurado em 1919 no Hotel Biron. Exibe obras do escultor francês Auguste Rodin. Enquanto morava na Villa des Brillants (em Meudon, subúrbios de Paris), Rodin usou o Hôtel Biron como sua oficina a partir de 1908, e posteriormente doou a sua colecção completa de esculturas (podemos ver também pinturas de Vincent van Gogh e Pierre-Auguste Renoir que ele tinha adquirido) para o Estado francês sob a condição de que tinha de transformar o prédio num museu dedicado às suas obras.

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O Musée Rodin contém a maioria das criações significativas de Rodin, incluindo O Pensador, O Beijo e os Portões do Inferno. Muitas das esculturas estão expostas no grande jardim do museu em ambientes naturais. O museu é um dos museus mais acessíveis de Paris. Está localizado perto de uma estação de Metrô, Varenne da linha 13, num bairro central, a taxa de entrada é muito razoável. Atrás do edifício do museu existe um pequeno lago e um restaurante.

O museu tem também uma sala dedicada às obras de Camille Claudel, onde tem somente algumas poucas obras e também algumas pinturas de Monet, das coleções pessoais de Rodin.

Depois de conhecer o Museu Rodin, atravesse a rua e vá conhecer o túmulo de Napoleão, Le Dôme, ou também chamado de Hôtel National des Invalides, ou Palácio dos Inválidos, é um enorme monumento parisiense, cuja construção foi ordenada por Luís XIV, em 1670, para dar abrigo aos inválidos dos seus exércitos. Hoje em dia, continua acolhendo os inválidos, mas é também uma necrópole militar e sede de vários museus.

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Entre as personalidades ilustres lá sepultadas encontra-se Napoleão Bonaparte, assim como o coração de Sébastien Le Prestre de Vauban, ilustre arquiteto militar francês. O ingresso te dá direito a ver a igreja e a cripta e também o museu da cavalaria que guarda muitas coisas e também o cavalo de Napoleão empalhado.

O Centro George PompidouMetrô Rambuteau da linha 11. O projeto foi escolhido mediante um concurso idealizado pelo então presidente da França (1969-74) Georges Pompidou. Um prédio extremamente moderno com tubos aparentes que guarda obras de arte importantes como as 10 Lizes de Andy Warhol, além de obras de Kandinsky.

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Outro lugar fora um pouco dos roteiros básicos, para os amantes de literatura é a casa de Victor Hugo. Na praça des Voges, se encontra a casa do maior escritor do século XIX.
Victor Hugo tinha 30 anos quando se mudou para este apartamento com sua esposa Adele. E lá, eles viveram por 16 anos, entre 1832-1848. No seu apartamento, podemos visitar a sala de estar, a sala de jantar de inspiração medieval, ideia de Victor Hugo, a sala chinesa concebida pelo escritor, e o seu quarto. Eu particularmente não gosto de museu casa, eu acho sempre frustrante.

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A Igreja de Saint Eustache é uma igreja situada no 1.º arrondissement de Paris. A atual construção foi erguida entre 1532 e 1632 e restaurada em 1840. Situada na entrada dos antigos mercados de Paris (Les Halles de Paris, não metrô perto, a estação mais perto é a de trem Les Halles) e no começo da Rue Montorgueil, a Saint Eustache é considerada uma obra-prima da arquitetura gótica tardia e uma das igrejas mais visitadas da cidade. Foi lá que Luís XIV de França recebeu a 1ª comunhão e Mozart a escolheu como local do funeral de sua mãe. Entre os batizados na igrejas estão o Cardeal de Richelieu, Jeanne-Antoinette Poisson, futura Madame de Pompadour e Molière, que também casou ali. Várias obras de Peter Paul Rubens permanecem na igreja. A igreja abriga o maior órgão da França. Além de ter uma no mínimo curiosa escultura em frente dela.

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Museu de Orsay (Musée d’Orsay em francês) situa-se na margem esquerda do rio Sena. As coleções do museu apresentam principalmente pinturas e esculturas da arte ocidental do período compreendido entre 1848 e 1914.Entre outras, estão aí presentes obras de Van Gogh, Cézanne, Degas. Existem também exposições temporárias que ocorrem paralelamente à exposição permanente.

São 5 andares de obras de arte imperdíveis, tire o dia todo se você quiser ver o museu todo, vale muito à pena, os amantes das artes vão delirar.

O Tocador de Pífaro de Manet
Carpeaux
Paul Gaugin

A Cité de la Musique também é uma boa opção fora do circuito turístico, situada quase fora de Paris, fica ao sul do Parque de la Villete, guarda mais de 900 instrumentos desde a Renascença até os dias atuais. A estação de metrô é Porte de Pantin da linha 5. Uma boa dica para conhecer bem a história dos instrumentos.

Paris termina por aqui? Não, existem coisas infinitas para se fazer na cidade. Gostou das dicas? Aproveite e Viaje com Leandro!

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