Braga

Cheguei em Braga de carro. A viagem começou em Lisboa e a última parada em Portugal era Porto e Braga se localiza a 45 minutos de carro, mais ou menos 60 km. É possível ir de trem também saindo de Porto. A primeira impressão não foi das melhores, achei que Braga era meio comum, com nada de especial, mas depois eu mudei de ideia.

Como toda cidade pequena, Braga é cheia de igrejas. A Igreja e Convento do Pópulo foi a primeira construção que visitei, que iniciou sua construção em 1596 e com uma fachada neoclássica e decorada internamente por azulejos históricos e a talha dourada. O Convento, com traçado maneirista, foi ocupado em 1834.

A Praça do Município é uma praça localizada no centro histórico de Braga.

Na segunda metade do século XVI é aberta a praça na então dominada quinta e hortas do Paço Episcopal Bracarense. Batizada como Campo de Touros, a praça durante décadas serviu para esse propósito, a tourada. Em 1753 a velha Praça de Touros passou a denominar-se Praça do Município. A Fonte do Pelicano foi construída nos anos de 1950 e a praça adquire o aspecto atual, ladeada por árvores.

O Arco da Porta Nova localiza-se na freguesia da Sé.  Foi uma das portas nas muralhas da cidade rasgada em 1512. A sua atual feição data de 1772. Encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 1910. Junto encontra-se uma torre medieval pertencente à muralha fernandina, e praticamente encoberta pelo casario.

Como eu entro em todas as igrejas que passo, sempre digo que eu vou primeiro e se valer à pena eu chamo para entrar. Quando entrei na Sé de Braga, fiquei sem fala com tamanha beleza. A História diz que a existência da Sé seria desde o ano de 400. A Catedral foi alvo de grandes modificações ao longo dos séculos. A visão do órgão de tubos da época do Barroco português é de tirar o fôlego.

Fiquei tão animado com a igreja que chamei os outros para verem o resto, até fizemos um tour guiado pelas capelas. Considerada como um centro de irradiação episcopal e um dos mais importantes templos do românico no país, aqui encontram-se os túmulos de Henrique de Borgonha, conde de Portugal e sua esposa, Teresa de Leão, pais de D. Afonso Henriques, na Capela dos Reis.

Nessa mesma capela está o corpo mumificado de Dom Eurico Dias Nogueira que mandou construir a mesma.

Na Capela de São Geraldo, na qual apenas resta a estrutura das paredes, foi mandada erguer pelo arcebispo Geraldo de Moissac, sob a invocação de São Nicolau. A capela é decorada em talha barroca; os azulejos são atribuídos ao pintor Antônio de Oliveira Bernardes. Nessa capela, existe uma rachadura que é atribuída ao terremoto de 1 de novembro de 1755 em Lisboa, Lisboa foi destruída e os efeitos desse abalo chegaram até Braga.

O Santuário do Bom Jesus do Monte (também referido como Santuário do Bom Jesus de Braga) localiza-se na freguesia dos Tenões. Este santuário católico dedicado ao Senhor Bom Jesus constitui-se de um conjunto arquitetônico-paisagístico integrado por uma igreja, um escadório onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata, alguns hotéis e um funicular, que não estava funcionando quando estive lá. Esse santuário é um pouco longe do centro da cidade, como eu estava de carro, foi fácil chegar. Preparem as pernas para as escadarias.

Deixe uma resposta